Inversão de Papéis – Quando Ele se Torna Ela
Texto enviado sem identificação de autoria, me parecendo um relato feminino.
De todas as práticas de Dominação Feminina, a inversão de papéis, mais especificamente o strap-on (ela metendo nele com a ajuda de um cinto e um dildo acoplado) é a que fui mais relutante em experimentar como prática de humilhação, talvez porque para mim, a penetração anal em si não é um ato humilhante para o homem, afinal há prazer.
Ou talvez porque, sendo feminina como sou eu temesse com a inversão de papéis perder um pouco da minha feminilidade. Mesmo quando estou com uma mulher, gosto de me sentir fêmea, tanto quanto aquela que está comigo. Deixo o papel de macho para quem é de direito, o próprio. Na inversão de papéis, o fato de estar naquele momento exercendo uma prática especificamente masculina, a penetração, sempre me incomodou um pouco como mulher, no entanto, não como Dominadora.
O mais interessante, é que não vejo conotação homossexual na prática em si, apesar de saber que determinados homens até podem ser homossexuais com dificuldade de auto-aceitação, o que não é regra. Todos os homens com os quais fiz uso dessa prática até hoje, assumem-se heterossexuais, tenho certeza que alguns broxariam só em imaginar um pau de verdade a penetrar-lhes. Faz parte da fantasia deles ser possuído por uma mulher Dominante e não por um homem. Talvez até por isso exista um certo fascínio de alguns homens por travestis, afinal de contas é uma figura feminina dotada de um pau.



