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Notícia bombástica: Eu estou assexuada!

Primeiramente vamos pôr aqui algumas definições encontradas sobre a assexualidade:

Assexual é aquele que não se excita psicologicamente para o sexo.

A definição mais comum, inclusive a que é utilizada pela AVEN, é a falta de atração sexual pelas pessoas. (Assexualidade)

De uma forma geral um assexuado se importa muito pouco com sexo. Para ele é como não gostar de tomar sorvete, tanto faz. Sua vida não mudará depois de provar o delicioso sabor do sorvete de baunilha. A vida do assexuado também não. (Assexuados)

.Fig. Diz-se do indivíduo que aparentemente não tem vida sexual, ou por ela não tem interesse. (Dicionário Aurélio)

Busquei pesquisar sobre o tema porque o vi sendo discutido na série Malhação. E, porque de certa forma, acho que estou passando por isso desde que iniciei meu tratamento psicológico.

Será que há alguma ligação?

Acho meio incomum. Até porque infelizmente vivemos de acordo com os padrões regidos pela sociedade. Todos tem de gostar ou não gostar de alguma coisa.

Quando falo que não gosto de chocolate, as pessoas me acham estranha. Não gostar de chocolate? É a coisa mais gostosa desse mundo! E daí? Simplesmente não gosto. Esse não gostar me impede de comer o chocolate? Não! Mas, não sinto vontade de comprar para ficar consumindo quando a vontade chegar. Como. Bem pouco. Um mísero pedaço do doce é o suficiente para, digamos, me enquadrar na sociedade chocólatra.

Aos poucos minha libido foi, digamos, desaparecendo. Hoje posso dizer com toda franqueza: não sinto desejo sexual. Há algum culpado para esse tipo de comportamento? Não! Como o desejo é um fator psicológico, não depende exclusivamente do outro. Seu companheiro pode estimular fisicamente teu corpo. Teu organismo responde aos estímulos, mas teu psicológico não. Você acaba tendo relação sexual sem desejo

Sei que esse post cairá como uma pedra sobre meu namorado. É difícil aceitar que sua namorada esteja assexuada. Agora, isso não muda em nada o que sinto por ele. O amo com toda força de meu ser. O desejo perto de mim. Morro de saudades da presença constante dele, enquanto vivemos os 30 maravilhosos dias de março. Mas, como ele deve ter percebido, meu desejo sexual não era como na época que nos conhecemos.

Uma pergunta que para mim não tem resposta e se alguém responder e dar um monte de motivos, continuará fazendo sentido algum: “Sexo para que?”

Aí perguntam: “Mas que tipo de relacionamento você procura?” Como qualquer mulher sonhadora, respondo com toda clareza: “procuro viver ao lado de meu amor, caminhar de mãos dadas por aí, conversarmos, conhecer coisas novas, companheirismo, muita compreensão, carinho e, sem sexo!”

Lembrei de minha tia que já foi freira. Certo dia ela confessou que gostaria de casar um dia, sim. Viver ao lado de alguém. Ter uma pessoa com quem conversar, esperá-lo todos os dias do trabalho, cuidar da casa, cozinhar coisas para ele, andar de mãos dadas por aí. Mas, segundo ela, não poderia ter sexo. Lembro que dei muita risada dela. Qual homem iria querer viver ao lado de uma mulher sem sexo? Disse para ela que se fosse assim, ela nunca iria se casar.

Hoje, depois de pesquisar pela net, depois de ver o assunto sendo discutido tão abertamente e depois de sentir na pele situação semelhante, já não penso dessa forma. E ao lembrar do que ela falou no dia, sinto-me uma tola de ter brincado, de ter falado asneiras.

Há no mundo heterossexuais, bissexuais, homossexuais e assexuados.

Confesso que quando parei de sentir desejo por sexo, imaginei que fosse somente por meu namorado. Não era. Também imaginei que estivesse mudando minha opção sexual. Muito menos. Pois, eu amo demais o meu namorado. E não sinto nenhum tipo de atração por pessoas do mesmo sexo.

E podemos ser felizes sendo assexuados? Claro! Por que não? Somos pessoas capazes de sermos felizes independente de ter ou não desejo sexual. Sexo é só um pedaço de chocolate que não muda em nada a minha vida se eu comer ou deixar de comer.

  • Já deixando bem claro, antes que me crucifiquem nesta postagem:

– Não uso anticoncepcional
– Não faço uso de drogas ilícitas
– Meu namorado já me deu prazer (orgasmo)

A questão é que não sou assexuada. Eu ESTOU assexuada. Em conversa com minha psicóloga ela acha que é devido aos medicamentos psicotrópicos que estou tomando (medicamentos para depressão), porque não era assim. Essa coisa de não me importar com o sexo tem uns 2 anos e alguns meses que começou. Outro fator, segundo minha psicóloga, deve-se ao fato do ambiente em que vivo. Pois minha mãe, depois da separação também não quis mais saber de homem, minha avó, depois da viuvez também não. E minha tia ex-freira tem horror a sexo. E também tem o fato da distância entre eu e meu namorado. Ele mora em Portugal e acabo ficando muito tempo sem ter relações sexuais. Digamos que me acomodei ao fato.

Ela (minha psicóloga) pediu para que encontrasse um meio de estimular meu desejo novamente. Mas, como fazer isso se nem ao menos sinto vontade? Me masturbava com uma certa frequência e até gostava, hoje não sinto mais desejo de fazer isso.

Pelo menos para minha psicóloga isso é um estado passageiro… Para mim, sinceramente, é indiferente. Não vejo como um problema. Meus dias são normais como qualquer outro dia de minha vida.

Autôra do artigo: Tereza

Fonte: Diário da Tereza

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5 comentarios

  1. #1
    tutmosis 

    Complicado…
    Não dá pra fazer juizo de valor pq opção individual deve ser respeitada.
    De qualquer forma espero que consiga ser feliz do jeito que se sentir melhor.
    Ao meu ver a melhor maneira é desencanar e viver um dia de cada vez.
    Se o desejo voltar bom se nao voltar a vida continua.
    Sexo é importante mas a vida nao se resume a isso.
    A existencia humana tem um proposito maior , muito maior do que a pura satisfação carnal…

  2. #2
    Homem 

    Oi Keka,
    a grande maioria dos antidepressivos “pode” diminuir a libido, mas há os que não o fazem. Vc poderia buscar outro medicamento que não lhe cause isso. Porém, estranho sua psicóloga “achar” que o antidepressivo é o culpado. Psicólogo não pode recitar antidepressivo, somente médico – e qualquer médico que se preze, deve orientar seu paciente qto aos possíveis efeitos colaterais domedicamento, para que o paciente possoa decidir usá-lo ou não.

    O sexo não é tudo em uma relação, mas uma relação de pessoas saudáveis e em “idade” sexualmente ativas, sem sexo, só em romances ou estórias… A energia sexual é a maior energia ao nosso alcance que podemos manipular – inclusive usada para ascender espiritualmente, desperdiçar essa dádiva Divina e achar que é normal, é pior do que tomar cerveja sem álcool por achar que a “tonturinha” é dispensável (desculpe a comparação, mas ñ consgui segurar…).

    Qto ao que escreveu o tutmosis de que “a existência humana… do que a pura satisfação carnal…” me poupe. Primeiro, se ele ou outra pessoa qualquer souber do “VERDADEIRO” propósito da existência humana, que publique – vai acabar com com a maior questão da humanidade. E depois, quem curte BDSM e outros tantos fetiches busca o quê?

  3. #3
    Juuh 

    Tudo que importa é o que você é na essência e, Keka, você é uma pessoa de um coração enorme, defensora dos animais, um olhar meigo e apaixonante, sexy e encantadora.
    Existem muitas formas de se amar, e amar é o que importa, sexo, chocolate, nunca foram essências do amor. A gente ama com a alma, uma conexão que não depende disso ou daquilo, apenas amamos e esse é o sentimento que une as pessoas, o AMOR, não o sexo.
    Amo vc amiga, vc mora no meu coração.

  4. #4
    Domme Keka 

    Quero deixar claro que o texto NÃO É DE MINHA AUTORIA, É DA TEREZA.

  1. […] ou feminino, mas seu objeto de prazer abrange homens, mulheres, transexuais, operados ou não, assexuados, drag queens ou drag […]

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